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O GESUL – Grupo de Estudos do Sul Livre, dentro de seus princípios democráticos, de civilidade e de integração de uma União Sul Brasileira, vem de público protestar, veementemente, contra o terrorismo cultural desfechado contra o cidadão Sul-Brasileiro, o gaúcho Gotardo Gonçalves dos Santos, por criminosos desordeiros em Florianópolis, em função de seu traje rio-grandense, amplamente usado, também, em Santa Catarina e no Paraná, bem como nas vastidões dos Brasís, colonizadas por Sul-Brasileiros.
Em anexo à presente Nota, segue abaixo a notícia transcrita do jornal Diário Catarinense. Conforme publicado, o referido senhor de 56 anos, em coma induzido, será salvo, graças a Deus, mas passará doravante a sofrer as seqüelas por trauma cerebral, negativando sua capacitação de trabalho e transtornando sua vida familiar. O GESUL considera fundamental que o Estado Catarinense honre suas tradições sulinas de lutas pela liberdade e de respeito às virtudes republicanas e normas do Estado de Direito, punindo com os rigores da lei os agressores do nosso irmão gaúcho e cidadão republicano, Gotardo Gonçalves dos Santos, indenizando-lhe, outrossim, de forma cabal, material e moralmente. O GESUL espera, outrossim, que todos aqueles que promovem a discriminação e a volência racial e cultural ponham suas barbas de molho; que passem a meditar sobre os efeitos danosos de suas teorias culturais carecas e odiosas, que poderão inverter-se mais cedo do que possam imaginar, transformando-lhes em próximas vítimas fatais de suas próprias razões inconseqüentes. Que as nossas autoridades catarinenses possam honrar suas calças, assim como os Farroupilhas souberam honrar suas pilchas! Brusque, SC, 8 de junho de 2008 Celso Deucher Secretário Geral Grupo de Estudos Sul Livre
Homem agredido por estar pilchado em Florianópolis não corre mais risco de morte Gotardo Gonçalves dos Santos, 56 anos, deve ficar com seqüelas provocadas por lesão no cérebro. O estado de saúde do carpinteiro Gotardo dos Santos, 56 anos, espancado no último domingo em um posto de combustíveis no Norte de Florianópolis, apresenta melhora. De acordo com a família, o gaúcho de Sarandi (RS), agredido por estar pilchado — usando trajes típicos gaúchos — já não corre risco de morte. A informação foi divulgada na quinta-feira à noite pelos médicos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Governador Celso Ramos, no Centro da Capital, onde Gotardo está internado em coma induzido desde a tarde de segunda-feira. O paciente não deverá ter de passar por novas cirurgias. De acordo com o filho da vítima, Leandro dos Santos, 32 anos, junto com a notícia de que a vida do pai não está ameaçada, os familiares foram informados de que o parente ficará com seqüelas, provocadas por trauma cerebral. O nível dos problemas de saúde provocados pelas agressões não foi divulgado, mas segundo Leandro, sabe-se que ele ficará com "marcas" para o futuro. — A situação é um pouco mais tranqüila, mas ainda requer preocupação. Nos deixou muito feliz a notícia de que os médicos descartaram o risco de morte — disse, aliviado, o filho, que agora espera pelo indiciamento criminal dos envolvidos na agressão a Gonçalves. Agressão A polícia já tem pelo menos três suspeitos de integrarem o grupo que agrediu Gotardo, no domingo. O gaúcho, que há sete anos mora em Santa Catarina, acompanhava um amigo que foi abastecer o carro num posto no bairro Ingleses. Um grupo de rapazes, que bebia no local, começou a fazer piadas, que viraram xingamentos, relacionadas à roupa típica gaúcha usada pelo carpinteiro. Gotardo não deu importância às chacotas até os jovens começarem a chutar o carro. Ele desceu, pediu que parassem e foi atingido com uma lata de cerveja, que lhe causou um corte no queixo. Em seguida, o carpinteiro foi jogado no chão e agredido a pontapés. O amigo conseguiu afastar os agressores e levar Gotardo para casa. Na segunda-feira, segundo Leandro, o pai ainda foi trabalhar, mas retornou para casa por volta das 15h quando começou a passar mal. No início da noite, a mulher dele, Anastácia dos Santos, o chamou para o chimarrão diário e percebeu que o carpinteiro estava inconsciente, quando a vítima foi levada ao hospital. O carpinteiro não registrou boletim de ocorrência. Mas agora que o caso é investigado pela Polícia Civil, os agressores estão ameaçando Leandro. Uma testemunha e a mulher de Gotardo, Anastácia dos Santos, 50 anos, prestaram depoimento nesta quinta-feira. O inquérito policial deve ser encaminhado à Justiça em 30 dias.
FONTE: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a1949771.xml |